13º salário em 2026: quanto custa para sua empresa?

13º salário em 2026: quanto custa para sua empresa?

Com a chegada do fim do ano, as empresas precisam se preparar para uma das principais obrigações trabalhistas: o pagamento do 13º salário em 2026.

Embora muitos empresários conheçam os prazos, nem todos consideram o impacto desse pagamento no fluxo de caixa. Afinal, além do salário dos funcionários, a empresa precisa avaliar os encargos trabalhistas e os demais compromissos financeiros do período.

Por isso, antecipar o planejamento é fundamental para evitar dificuldades e manter as obrigações em dia.

Neste artigo, entenda quando pagar o 13º salário, como calcular os valores e quais cuidados sua empresa deve adotar.

Quando pagar o 13º salário em 2026?

A legislação trabalhista estabelece o pagamento do 13º salário em até duas parcelas.

Em 2026, as datas são:

  • Primeira parcela: até 30 de novembro de 2026.
  • Segunda parcela: até 18 de dezembro de 2026, considerando que o dia 20 cai em um domingo.

A primeira parcela corresponde, em regra, à metade da remuneração utilizada como referência para o adiantamento, observadas as particularidades de cada trabalhador.

Já a segunda parcela considera o valor total devido, com os ajustes e descontos legais aplicáveis.

Além disso, empresas que possuem funcionários com remuneração variável precisam observar regras específicas para o cálculo.

Atenção: deixar o pagamento para a última hora pode comprometer o fluxo de caixa e aumentar o risco de descumprimento dos prazos.

Como calcular o 13º salário dos funcionários?

O cálculo considera a remuneração do trabalhador e o período trabalhado durante o ano.

De modo geral, cada mês com pelo menos 15 dias de trabalho gera direito a 1/12 do 13º salário.

Por exemplo, considere um funcionário que recebe salário fixo de R$ 3.000 e trabalhou durante todo o ano.

Nesse caso:

  • 13º salário bruto: R$ 3.000.
  • Primeira parcela: R$ 1.500.
  • Segunda parcela: R$ 1.500, antes dos descontos legais.

Entretanto, o valor final pode variar conforme a incidência de INSS, Imposto de Renda e outras particularidades.

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Além disso, horas extras habituais, comissões e adicionais podem influenciar o cálculo, conforme as regras aplicáveis.

Por isso, a empresa deve conferir as informações da folha de pagamento antes de realizar os pagamentos.

Quanto o 13º salário realmente custa para a empresa?

O custo do 13º salário não se limita ao valor pago diretamente ao funcionário.

Dependendo do regime tributário e das características da empresa, também podem existir encargos patronais e outras obrigações relacionadas à folha.

Entre os principais pontos estão:

FGTS: a empresa deve considerar os depósitos incidentes sobre o 13º salário, conforme as regras aplicáveis.

Contribuições previdenciárias: determinadas empresas precisam recolher contribuições patronais sobre o valor do benefício.

Remuneração variável: comissões, horas extras e adicionais podem aumentar o valor devido ao trabalhador.

Portanto, uma empresa com dez funcionários que recebem R$ 3.000 mensais terá, em um exemplo simplificado, uma despesa bruta de R$ 30 mil com o 13º salário.

Entretanto, esse valor não representa necessariamente o custo total, pois os encargos patronais podem aumentar a despesa.

Além disso, os descontos feitos na remuneração do empregado não devem ser confundidos com custos adicionais da empresa.

Como o 13º salário impacta o fluxo de caixa?

O fim do ano costuma concentrar despesas importantes para muitas empresas.

Além do 13º salário, podem existir férias, impostos, fornecedores e outros compromissos operacionais.

Consequentemente, a falta de planejamento pode gerar dificuldades mesmo em negócios que apresentam bom faturamento.

Por isso, o ideal é provisionar mensalmente os valores relacionados ao 13º salário.

Uma referência inicial é reservar o equivalente a 1/12 da remuneração que compõe a base do benefício, além dos encargos patronais aplicáveis.

Entretanto, essa reserva precisa considerar as características da folha e possíveis variações na remuneração.

Dessa forma, a empresa distribui o impacto financeiro ao longo do ano e reduz a concentração de despesas em novembro e dezembro.

Quais erros as empresas devem evitar?

Alguns erros podem comprometer o pagamento correto do 13º salário.

Entre os principais estão:

  • Não reservar recursos antecipadamente: a empresa concentra uma despesa elevada no fim do ano.
  • Ignorar os encargos: o planejamento considera apenas o valor bruto do benefício.
  • Calcular valores incorretamente: a empresa deixa de considerar períodos trabalhados ou verbas que integram a remuneração.
  • Descumprir os prazos: atrasos podem gerar consequências trabalhistas e administrativas.
  • Não conferir a folha: inconsistências podem resultar em pagamentos incorretos e necessidade de ajustes.

Além disso, situações como afastamentos, admissões durante o ano e remuneração variável exigem atenção específica.

Portanto, acompanhar a folha de pagamento com antecedência ajuda a evitar problemas.

Como preparar sua empresa para o pagamento?

O primeiro passo é levantar o valor estimado do 13º salário de todos os funcionários.

Em seguida, a empresa deve considerar os encargos aplicáveis e conferir os recursos disponíveis para os pagamentos.

Também é importante revisar admissões, afastamentos, férias e alterações salariais que possam influenciar o cálculo.

Além disso, organizar um calendário com os vencimentos evita atrasos e facilita o planejamento financeiro.

Com essas informações, o empresário consegue avaliar o impacto do 13º salário no orçamento e tomar decisões com mais segurança.

Conte com a Contdias para organizar suas obrigações trabalhistas

O pagamento do 13º salário em 2026 exige atenção aos prazos, aos cálculos e ao planejamento financeiro.

Por isso, preparar a empresa com antecedência ajuda a evitar erros e reduzir riscos trabalhistas.

A Contdias oferece suporte contábil e trabalhista para ajudar sua empresa a organizar a folha de pagamento, acompanhar obrigações e manter seus processos em conformidade com a legislação.

Sua empresa já está preparada para os pagamentos de novembro e dezembro?

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