Como a Reforma Tributária impacta o Simples Nacional
Entenda como a reforma tributária afeta empresas do Simples Nacional, o que muda com IBS e CBS, e como preparar seu negócio para continuar competitivo no novo regime fiscal.
A reforma tributária promete transformar a forma como as empresas brasileiras lidam com impostos. E embora muitos empreendedores do Simples Nacional acreditem que estarão protegidos pela nova estrutura fiscal, a realidade é que o cenário será mais desafiador do que parece. O regime continua existindo, mas o ambiente ao redor dele muda por completo.
Para os pequenos negócios, compreender essas mudanças é fundamental para manter competitividade. Não se trata apenas de acompanhar notícias sobre economia. Trata-se de entender como o novo modelo pode afetar preços, margens, negociações e até mesmo decisões estratégicas nos próximos anos.
O Simples Nacional continua, mas seu contexto muda
A reforma preserva o Simples Nacional como regime diferenciado, porém a reorganização tributária que chega com IBS e CBS altera toda a dinâmica de consumo no país. Isso significa que o Simples passa a conviver com um modelo de IVA que reformula a cadeia produtiva, o fluxo de créditos e a formação de custos.
Se você ainda não entende exatamente como o IVA funciona, é so clicar e tirar todas as dúvidas no artigo que publicamos sobre o assunto no nosso blog.
Mesmo que o empreendedor continue pagando seus tributos em uma única guia, seus fornecedores e clientes estarão sob novas regras. Essa mudança chega indiretamente ao pequeno negócio, influenciando insumos, preços finais e margens. O Simples pode não sentir a alteração diretamente na guia, mas sente no dia a dia da operação.
O fim do acúmulo de impostos e o impacto nos preços
A proposta central da reforma é eliminar o efeito cascata. Isso significa que empresas fora do Simples passam a ter crédito amplo, o que modifica completamente o custo de cada etapa da cadeia produtiva.
Antes, fornecedores do Simples tinham vantagem em muitos setores porque ofereciam preços competitivos. Agora, dependendo do segmento, essa lógica pode se inverter. Clientes que dependem de créditos podem priorizar fornecedores que geram IBS e CBS, algo que o Simples não oferece.
Essa mudança exige atenção. Entender como sua cadeia reage ao novo sistema pode ser tão importante quanto vender bem.
Os setores mais afetados pela reforma e o que isso significa para o Simples
A chegada do IBS e da CBS não muda apenas a forma de tributar. Ela redefine como setores inteiros se organizam, especialmente aqueles que dependem de cadeias mais longas e sensíveis ao uso de créditos. Quanto mais etapas há entre a produção e o consumo, maior o impacto da recuperação de créditos e maior a chance de mudanças competitivas.
Empresas de tecnologia e serviços podem ver concorrentes ganhando força, já que negócios maiores passam a operar com créditos que reduzem custos e permitem ajustes de preço. Já setores como comércio e alimentação podem enfrentar outra dinâmica, influenciada pela nova lógica de repasses e margens.
O Simples continua sendo um regime eficiente, mas sua posição no mercado passa a depender do comportamento do segmento. Cada setor reage de um jeito e cada empresa precisa acompanhar os sinais para não perder espaço.
Como saber se o Simples continua fazendo sentido para o seu negócio
Com a reforma, alguns pequenos negócios podem perceber que o Simples não entrega o mesmo benefício de antes. A carga reduzida pode deixar de ser suficiente quando os clientes começarem a priorizar fornecedores que geram créditos e ajudam a preservar as margens deles.
Isso não significa abandonar o regime, mas sim analisar se ele continua alinhado ao modelo de operação da empresa. Negócios que vendem para outras empresas, principalmente em setores que dependem fortemente de créditos, precisam acompanhar simulações de carga, cálculos de margem e o movimento dos concorrentes.
A escolha do regime passa a ser uma decisão estratégica. Permanecer no Simples deixa de ser automático e passa a pedir análise cuidadosa.
O que o empreendedor do Simples precisa fazer agora
O impacto da reforma sobre o Simples não está apenas na lei, mas no comportamento do mercado. É essencial acompanhar indicadores internos, analisar custos com mais profundidade e entender se os clientes valorizam fornecedores que geram créditos.
Mais do que isso, o empreendedor precisa de apoio contábil para realizar projeções, acompanhar regulamentações e antecipar os efeitos das mudanças que virão em 2026 e 2027. Quanto mais cedo essa preparação começar, menores serão os riscos e maior será a competitividade.
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